Hong Myung-Bo deixa a Coreia do Sul após eliminação na Copa
Ex-comandante negou conflitos internos na equipe e deixou o país dias após a eliminação na Copa do Mundo de 2026
Por: Redação
03/07/2026 • 09:40 • Atualizado
A passagem de Hong Myung-Bo pelo comando da seleção da Coreia do Sul chegou ao fim de forma turbulenta após a eliminação precoce da equipe na Copa do Mundo de 2026. Dois dias depois de retornar ao país com a delegação, o treinador embarcou para os Estados Unidos, enquanto enfrentava uma onda de críticas, ameaças de morte e forte pressão da opinião pública.
A campanha sul-coreana terminou ainda na fase de grupos. Depois de estrear com vitória sobre a Tchéquia, a equipe foi derrotada por México e África do Sul, encerrando sua participação no torneio sem conseguir vaga nas oitavas de final.
Sob intensos protestos, Hong Myung-Bo concedeu entrevista coletiva após a eliminação e anunciou sua saída do comando da seleção. No retorno da delegação à Coreia do Sul, o treinador foi o principal alvo das manifestações de torcedores, o que levou as autoridades a reforçarem sua segurança no aeroporto, conforme informou o jornal Korea JoongAng Daily.
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Dois dias após desembarcar no país, Hong voltou ao aeroporto para embarcar rumo aos Estados Unidos. Antes da viagem, o ex-técnico negou as especulações de que desentendimentos internos teriam contribuído para o fracasso da equipe no Mundial.
"Não houve conflitos internos na equipe como um todo", afirmou o treinador.
Presidente critica escolha do treinador
A eliminação da Coreia do Sul também provocou reação do presidente do país, Lee Jae-Myung, que fez duras críticas ao desempenho da seleção e à escolha de Hong Myung-Bo para o cargo.
Em publicação na rede social X, o mandatário afirmou estar "confuso e perplexo" com o resultado e classificou o treinador como incompetente.
"Eu sinto não apenas confusão, mas também perplexidade com esse resultado inesperado. No fim das contas, o ditado 'a escolha das pessoas é o princípio de todas as coisas' foi provado mais uma vez. Se se valoriza mais os aliados do que a competência e se seleciona uma pessoa incompetente como comandante, o resultado é óbvio", escreveu o presidente.
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