Sarampo preocupa autoridades de saúde e reforça importância da vacinação
Alta de casos nas Américas acende sinal de alerta para a reintrodução da doença no Brasil
Por: Redação
04/06/2026 • 11:00 • Atualizado
O sarampo, doença que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no Brasil, voltou a acender o alerta das autoridades sanitárias. Embora o país tenha recuperado, em 2024, o certificado de eliminação da circulação do vírus concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), especialistas alertam para o risco iminente de novos surtos devido ao aumento dos casos em diversos países das Américas.
Em 2016, o Brasil havia conquistado pela primeira vez o certificado de eliminação do sarampo, mas perdeu o reconhecimento em 2019 após registrar mais de 21,7 mil casos em apenas um ano. Até o momento, o Ministério da Saúde contabilizou três casos confirmados da doença em 2025 e investiga outras 468 suspeitas.
Vacinação continua sendo a principal proteção
A cobertura vacinal contra o sarampo no Brasil alcançou 92,66% para a primeira dose em 2025. Já a aplicação da dose de reforço ficou em 78,02%. De acordo com a pesquisadora Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a alta imunidade da população ajuda a reduzir a disseminação do vírus, mas não elimina os riscos, conforme relatado ao site CNN Brasil.
O Ministério da Saúde recomenda que viajantes recebam a vacina tríplice viral pelo menos 15 dias antes de embarcar para áreas com circulação da doença.
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Como funciona a vacinação
A vacina contra o sarampo utiliza o vírus atenuado para estimular a produção de anticorpos e garantir proteção duradoura.
Atualmente, o calendário nacional prevê:
- Primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade;
- Reforço aos 15 meses;
- Duas doses para pessoas de até 29 anos que não completaram o esquema vacinal;
- Uma dose para adultos entre 30 e 59 anos sem comprovação de vacinação ou histórico da doença.
Pessoas que já tiveram sarampo não precisam receber nova dose, pois desenvolvem imunidade permanente.
Doença pode causar complicações graves
O sarampo é transmitido por meio de gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A doença apresenta uma das maiores taxas de transmissão entre os vírus conhecidos: cerca de 90% das pessoas não vacinadas que entram em contato com um infectado podem adoecer.
Os sintomas incluem:
- Febre alta;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Coriza;
- Tosse;
- Irritação nos olhos;
- Dores no corpo.
Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia, otite, sinusite, surdez e até levar à morte. Crianças menores de um ano e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações.
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