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Grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado é alvo da polícia

Investigação também apura furtos de cartões em festas e atuação interestadual do grupo

Por: Redação

27/05/202608:42

Uma operação da Polícia Civil da Bahia, realizada na manhã desta quarta-feira (27), tem como alvo um grupo suspeito de atuar em esquemas de estelionato virtual e furtos de cartões de crédito em grandes eventos pelo país. De acordo com a investigação, as movimentações financeiras ligadas aos crimes ultrapassam R$ 4,2 milhões.

Foto Grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado é alvo da polícia
Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Ao todo, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em cidades dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte. As investigações apontam que o grupo tinha atuação em diferentes regiões do Brasil.

Entre os crimes apurados está o golpe conhecido como “falso advogado”. Segundo a Polícia Civil, os investigados acessavam informações reais de processos judiciais e procuravam as vítimas se apresentando como advogados ou funcionários de escritórios especializados.

Para convencer as vítimas, os suspeitos utilizavam documentos autênticos, fotos e dados verdadeiros dos processos, além de linguagem jurídica. A partir disso, solicitavam transferências bancárias alegando supostas taxas processuais, liberações de valores ou desbloqueios judiciais.

Além das fraudes pela internet, a polícia identificou um esquema de furtos de cartões em festas e shows realizados em cidades como Salvador, Recife e Curitiba.

Conforme as investigações, um dos integrantes do grupo se passava por vendedor ambulante e aproveitava o momento do pagamento para trocar o cartão da vítima por outro semelhante. Sem perceber a substituição, os donos dos cartões só descobriam o golpe após compras indevidas.

Os cartões furtados eram utilizados na aquisição de produtos eletrônicos, como videogames, que depois seriam revendidos em estabelecimentos ligados à receptação no estado de São Paulo.

Ainda segundo a Polícia Civil, o grupo possui ramificações em outros estados, incluindo Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro. O caso segue sob investigação.