Carol Bassuma transforma fotografia em acolhimento e autoestima
Escritora e fotógrafa relembrou início da carreira e falou sobre violência contra a mulher
Por: Domynique Fonseca
07/05/2026 • 12:46 • Atualizado
A publicitária, escritora e fotógrafa Carol Bassuma (@carolbassumafotografia) contou como transformou a paixão pela fotografia em uma carreira voltada ao acolhimento feminino e ao fortalecimento da autoestima. Em entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, ela também falou sobre o livro “Como não superei o abuso”, em que relata experiências ligadas à violência contra a mulher.
Segundo Carol, o interesse pela fotografia começou ainda na infância, mas ganhou força durante a graduação em Publicidade, quando teve contato técnico com a área.
“Antes da faculdade eu já amava fotografar a natureza. Era uma paixão de infância. Mas foi na faculdade que eu aprendi toda a técnica fotográfica e me apaixonei mais profundamente”, afirmou.
Ela contou que iniciou a carreira fotografando exclusivamente gestantes, nicho em que permaneceu por vários anos. Com o passar do tempo, as clientes passaram a retornar com os filhos e famílias, ampliando naturalmente o trabalho.
“Eu comecei atendendo só grávidas. Depois os bebês nasceram, cresceram e hoje eu fotografo aniversários de 15 anos de meninas que fotografei ainda na barriga. É emocionante acompanhar a vida das famílias”, disse.
Carol destacou que o contato constante com mulheres fez nascer um novo olhar sobre autoestima, insegurança e acolhimento emocional. A partir disso, passou a desenvolver ensaios voltados especificamente para mulheres, em um trabalho que define como “fotografia terapêutica”.
“Eu percebia mulheres que não conseguiam enxergar a própria beleza. Então comecei a construir ensaios mais cuidadosos, mais conectados com autoestima e essência feminina”, explicou.
De acordo com a fotógrafa, muitas clientes chegam aos ensaios com vergonha, insegurança e medo de julgamentos relacionados ao corpo e à aparência.
“Muitas mulheres nunca tiraram um tempo só para elas. Existe um preconceito muito grande da própria mulher em se olhar com carinho”, afirmou.
Durante a entrevista, Carol também falou sobre o processo de criação do livro “Como não superei o abuso”. A obra reúne relatos e reflexões sobre relações abusivas, violência de gênero e traumas vividos por mulheres.
“É um relato pessoal, mas também uma reflexão sobre como a violência acompanha muitas mulheres desde cedo. Infelizmente, é uma realidade muito presente”, declarou.
Lorena Bomfim/ Portal Esfera
A escritora comentou ainda que o aumento dos casos de feminicídio e violência contra a mulher reforça a necessidade de discutir o tema publicamente.
“É um assunto que precisa continuar sendo debatido. A violência contra a mulher ainda está muito presente na sociedade”, disse.
Ao falar sobre o diferencial do seu trabalho, Carol afirmou que prioriza a criação de vínculos e um ambiente acolhedor durante os ensaios.
“Não é só chegar e fazer fotos. Existe conversa, cuidado e conexão. O ensaio precisa fazer sentido para aquela mulher”, destacou.
Atualmente, Carol Bassuma atua com ensaios de famílias, gestantes, bebês e fotografia feminina, conciliando a carreira artística com projetos voltados para autoestima, acolhimento e escuta emocional.
