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Rui Costa defende PEC da Segurança e critica gestão de ACM Neto

Ex-governador afirmou que reforma no sistema de Justiça é prioridade para reduzir a violência

Por: Redação

29/07/202609:52

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança Pública, proposta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional.

Foto Rui Costa defende PEC da Segurança e critica gestão de ACM Neto
Foto: Agência Brasil

Em entrevista concedida à Rádio Metropole, nesta quarta-feira (29), o petista afirmou que a medida ampliará a atuação da União no combate à criminalidade e permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública.

Durante a entrevista, Rui argumentou que o fortalecimento das políticas nacionais de segurança depende da aprovação da proposta pelo Legislativo. Segundo ele, o governo federal precisa de mais instrumentos para coordenar ações entre os estados.

"O presidente Lula enviou a PEC da Segurança Pública ao Congresso, que até agora não votou. Quando ela for aprovada, ele já disse que vai criar o Ministério da Segurança Pública para ampliar a atuação do governo federal", afirmou.

O ex-governador também defendeu mudanças no sistema prisional, especialmente para integrantes de organizações criminosas, e disse que o foco deve ser o endurecimento do regime de cumprimento das penas, e não apenas o aumento do tempo de prisão.

Rui defende endurecimento do regime para líderes de facções

Na avaliação do petista, chefes de organizações criminosas devem permanecer em presídios de segurança máxima, com regras mais rígidas para visitas e monitoramento.

"Não é aumentar pena. É ser mais rígido com o regime. Ou muda isso ou não vamos mudar a segurança pública", declarou.

Segundo Rui Costa, medidas nesse sentido já foram aprovadas durante o governo do presidente Lula, mas ainda considera necessária uma reformulação mais ampla do sistema de Justiça para enfrentar o avanço da criminalidade.

Ex-governador relaciona violência ao acesso às armas

Ao comentar o crescimento da violência no país, Rui Costa atribuiu parte do cenário às políticas de flexibilização do acesso às armas adotadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Eu vivi, como governador, um presidente que abriu as porteiras para as armas, e a bandidagem se armou com todo tipo de arma. A violência contra as mulheres só fez explodir naquele governo", afirmou.

Ainda durante a entrevista, o ex-governador disse que, enquanto esteve à frente da Bahia, rejeitou mudanças na classificação de mortes que, segundo ele, poderiam reduzir artificialmente os índices oficiais de homicídios.

"Vieram sugerir isso no meu governo, dizendo que todos faziam. Eu não aceitei, e Jerônimo também nunca quis adotar essa farsa", declarou.

Críticas à gestão de ACM Neto

Rui Costa também fez críticas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), adversário político do grupo governista. Sem citar diretamente o nome do ex-prefeito em parte da entrevista, ele afirmou que a promessa de ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal não foi cumprida durante os oito anos de gestão na capital baiana.

"O ex-prefeito prometeu contratar três mil guardas municipais. Ficou oito anos na prefeitura e não colocou nenhum. Eles não têm o que apresentar em Salvador", disse.

As declarações foram feitas durante participação no programa Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole. Até a publicação desta matéria, ACM Neto não havia se manifestado sobre as críticas feitas por Rui Costa durante a entrevista.