Bruno Reis critica Rui Costa e volta a atacar gestão da saúde na Bahia
Prefeito reagiu a críticas do ex-ministro e voltou a cobrar melhorias na regulação estadual
Por: Redação
23/07/2026 • 09:53
A convenção que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia também serviu de palco para novos embates entre aliados da oposição e integrantes do grupo governista. Durante entrevista concedida nesta quarta-feira (22), no Centro de Convenções de Salvador, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) respondeu às críticas feitas pelo ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e voltou a direcionar ataques à condução da saúde pública estadual.
Ao comentar a remuneração que Rui Costa recebe durante o período de quarentena previsto em lei para ex-ministros, Bruno afirmou que o petista deveria abrir mão do benefício caso não esteja exercendo atividades no governo.
“Devia ter a hombridade e não aceitar qualquer tipo de remuneração se não está devidamente trabalhando”, declarou o prefeito.
A crítica faz referência à chamada quarentena remunerada, mecanismo previsto para autoridades que tiveram acesso a informações estratégicas durante o exercício do cargo. Segundo Bruno, Rui Costa recebe cerca de R$ 46,3 mil mensais durante seis meses nesse período.
Na avaliação do prefeito, o benefício não deveria ser pago caso não haja prestação efetiva de serviço. “Cada dia o ex-ministro se supera. Quando a gente acha que eles esgotaram a capacidade de inovar, vem agora receber quase R$ 50 mil sem dar um prego numa barra de sabão”, afirmou.
Bruno rebate críticas sobre a saúde de Salvador
Além das declarações direcionadas a Rui Costa, Bruno Reis respondeu às recentes críticas feitas pela secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, que questionou a condução da saúde pública na capital.
Segundo o prefeito, o governo estadual deveria concentrar esforços na redução da fila da regulação hospitalar, que classificou como o principal problema do setor na Bahia.
“Ela deveria se preocupar com a saúde do Estado, onde as pessoas estão morrendo na fila da regulação”, afirmou.
Bruno ainda citou um relatório do Tribunal de Contas que, segundo ele, aponta aumento de 155% no tempo de espera por vagas na regulação estadual.
“Não é o prefeito que está dizendo. Foi o Tribunal de Contas que mostrou esse aumento. É muita cara de pau”, acrescentou.
Prefeito destaca estrutura municipal e atendimento ao interior
Durante a entrevista, o gestor defendeu os investimentos realizados pela Prefeitura de Salvador na rede de urgência e emergência. De acordo com Bruno, a capital conta atualmente com 11 UPAs e sete unidades de pronto atendimento, estruturas que, segundo ele, ajudam a absorver pacientes que aguardam transferência para hospitais estaduais.
O prefeito afirmou que, no momento da entrevista, mais de 340 pessoas aguardavam regulação nas unidades municipais, muitas delas vindas de cidades do interior.
Bruno também citou a Maternidade Municipal de Salvador como exemplo da sobrecarga enfrentada pelo município.
“Setenta e cinco por cento das crianças nasceram lá são do interior da Bahia. Vocês acham correto uma pessoa sair de Teixeira de Freitas, a quase 900 quilômetros de Salvador, para vir dar à luz aqui na capital?”, questionou.
Ao concluir a entrevista, o prefeito voltou a defender que a administração municipal tem assumido responsabilidades que, segundo ele, caberiam ao governo estadual.
“O que Salvador fez nos últimos anos foi ajudar a péssima gestão do Estado na área da regulação e, aliás, em todas as outras áreas”, finalizou.
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