Inverno exige atenção redobrada com a saúde de cães e gatos
Doenças respiratórias, dores articulares e queda de imunidade estão entre os perigos
Por: Lorena Bomfim
11/06/2025 • 09:00
Inverno exige atenção redobrada com a saúde de cães e gatos
Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas impactam diretamente a saúde e o comportamento dos pets. Embora possuam pelagem, cães e gatos nem sempre estão preparados para enfrentar o frio intenso. Filhotes, idosos, raças pequenas, animais de pelo curto ou com doenças pré-existentes são os mais vulneráveis nesta estação.
Além do desconforto térmico, o frio pode desencadear uma série de problemas, como doenças respiratórias, dores articulares, alterações no apetite, comportamento e imunidade. Por isso, tutores devem ficar atentos e adotar cuidados preventivos para garantir o bem-estar dos animais.
Confira os principais riscos do inverno para os pets — e como evitá-los.
Doenças respiratórias são comuns no frio
As doenças respiratórias, tanto alérgicas quanto infecciosas, são mais frequentes nesta época do ano. Entre as mais conhecidas estão a rinotraqueíte felina (gripe felina) e a traqueobronquite infecciosa canina (gripe canina).
Os sintomas incluem tosse, espirros, secreção nasal e dificuldade para respirar. Segundo a veterinária Cinthya Ugliara, a vacinação anual contra a gripe é essencial para prevenir essas condições. “Ela reduz significativamente os sintomas e melhora a resposta imunológica dos animais”, afirma.
Dores articulares aumentam com o frio
O inverno acentua dores em animais com artrose, displasia ou doenças osteoarticulares, principalmente nos mais velhos. O frio provoca rigidez muscular e reduz a mobilidade.
Sinais como dificuldade para se levantar, andar lentamente ou evitar escadas indicam desconforto. As recomendações incluem camas ortopédicas, ambiente aquecido e, se necessário, uso de anti-inflamatórios prescritos por um veterinário.
Hipotermia: risco real para os mais sensíveis
A hipotermia é uma condição grave, mais comum em filhotes, idosos, raças pequenas e de pelos curtos. Ocorre quando o corpo perde mais calor do que consegue produzir.
Sintomas incluem tremores, rigidez, fraqueza, confusão mental e até coma. Para prevenir, é essencial usar roupas próprias para pets, cobertores, camas isoladas do chão e evitar passeios em horários frios ou locais úmidos.
Pele ressecada e propensa a infecções
No inverno, o ar seco, os banhos quentes e a menor exposição ao sol ressecam a pele dos pets, tornando-a mais suscetível a descamações, coceiras e infecções.
Para evitar o problema, recomenda-se reduzir a frequência dos banhos, usar produtos hidratantes específicos e manter uma boa hidratação interna, com dieta equilibrada e água sempre disponível.
Aumento do apetite pode levar ao ganho de peso
Com o frio, o metabolismo dos animais acelera para manter a temperatura corporal, o que pode aumentar o apetite. Ao mesmo tempo, muitos pets se exercitam menos, favorecendo o ganho de peso.
O sobrepeso pode desencadear problemas cardíacos, articulares e até diabetes. Para evitar, mantenha uma rotina de exercícios leves, mesmo dentro de casa, e controle a quantidade de ração. Se necessário, ajuste a dieta com orientação veterinária.
Mudanças no comportamento
O frio pode afetar o humor e o comportamento dos pets. É comum que fiquem mais quietos, introspectivos ou irritadiços, além de dormirem mais e se movimentarem menos.
Embora essas reações possam ser normais, também podem indicar dor ou doença. É importante oferecer conforto térmico, estimular o pet com brinquedos e interação e observar qualquer mudança fora do padrão. Alterações persistentes devem ser avaliadas por um veterinário.
Imunidade mais baixa favorece doenças
A queda na imunidade é outro efeito comum do inverno. A menor exposição ao sol reduz a produção de vitamina D, e o desconforto térmico pode causar estresse, deixando o organismo mais vulnerável.
Manter as vacinas em dia é fundamental para fortalecer as defesas. A vacina múltipla protege contra doenças respiratórias, como a influenza canina e a rinotraqueíte felina, que causam tosse intensa, espirros e secreção nasal.
Problemas urinários aumentam no frio
No inverno, muitos animais bebem menos água, o que pode causar infecções urinárias, cistite e formação de cristais ou cálculos renais. Os gatos, por natureza, já consomem pouca água e são mais afetados.
Os sintomas incluem urinar fora do lugar, esforço ao urinar e sangue na urina. A dica é incentivar o consumo de água oferecendo alimentos úmidos (saches ou latas) e usando fontes ou potes largos, especialmente para os gatos.
Cuidados simples fazem a diferença
Manter a vacinação atualizada, oferecer conforto térmico, estimular atividades físicas leves e manter uma boa alimentação são medidas simples que ajudam a preservar a saúde dos pets no inverno.
Com atenção e carinho, cães e gatos podem atravessar a estação mais fria do ano com qualidade de vida e segurança.
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