Fachin defende STF após Itália apontar parcialidade no caso Zambelli
Ministro ressaltou que ampla defesa foi garantida à ex-deputada
Por: Agência Brasil
12/06/2026 • 18:30
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, demonstrou, nesta sexta-feira (12), preocupação com a decisão da Corte de Cassação da Itália que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil.
Fachin disse que o Supremo atuou com independência e imparcialidade no julgamento do caso. Além disso, o presidente do STF ressaltou que o devido processo legal e a ampla defesa foram garantidos à ex-deputada.
“A presidência do Supremo Tribunal Federal acompanha com preocupação a recente decisão proferida pela justiça italiana em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países, ressaltando que esta Corte vem atuando com marcante deferência aos Estados estrangeiros quando examina pedidos de extradição”, disse.
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Além disso, o presidente da Suprema Corte também defendeu a atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
“No caso em questão, foi oferecida denúncia pela Procuradoria-Geral da República pela prática de crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente relator, ministro Alexandre de Moraes”, completou.
Sentença de Zambelli
No dia 22 de maio, o tribunal italiano, última instância da Justiça do país, rejeitou o pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-parlamentar. Após a decisão, Zambelli foi libertada e aguarda o desfecho do processo na Itália.
A sentença escrita foi divulgada na manhã de hoje. No documento, os magistrados italianos apontaram que o ministro Alexandre de Moraes agiu com parcialidade ao julgar o caso. De acordo com a sentença, Moraes agiu como “juiz e vítima” ao atuar como relator da ação penal que condenou Zambelli.
Ela foi condenada pela Primeira Turma do Supremo a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
