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Operação mira esquema que desviou R$ 11 milhões do INSS na Bahia

PF investiga grupo suspeito de fraudar benefícios assistenciais com documentos falsos

Por: Redação

16/06/202611:03

Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entrou na mira da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (16). A ação, batizada de Operação Sexta-Feira 13, foi deflagrada no município de Santo Amaro, no Recôncavo baiano.

Foto Operação mira esquema que desviou R$ 11 milhões do INSS na Bahia
Foto: Divulgação / PF

As investigações apontam que o grupo utilizava documentos falsos para obter benefícios assistenciais destinados a idosos. Segundo a PF, o esquema funcionou por anos e provocou um prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos.

Durante a operação, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as provas já reunidas ao longo da apuração.

Além disso, a polícia busca identificar possíveis bens adquiridos com recursos provenientes das fraudes investigadas.

Investigação identificou 50 benefícios irregulares

De acordo com a Polícia Federal, a apuração começou há cerca de um ano após a descoberta de benefícios pagos em nome de pessoas que sequer existiam oficialmente nos registros públicos.

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Ao longo das investigações, foram identificados 50 benefícios assistenciais considerados fraudulentos, alguns deles recebidos de forma irregular por aproximadamente uma década.

Conforme a PF, os documentos apresentados para obtenção dos pagamentos continham informações falsas e não possuíam correspondência nos bancos de dados oficiais do estado.

“Verificou-se que os documentos de identidade utilizados para obtenção dos benefícios eram falsos, pois não existiam nos registros do Instituto de Identificação do Estado da Bahia”, informou a corporação.

Suspeitos usavam múltiplas identidades falsas

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de diversas identidades atribuídas às mesmas pessoas.

Segundo a Polícia Federal, os beneficiários criavam diferentes registros falsos para conseguir acessar mais de um benefício simultaneamente, ampliando o volume das fraudes.

“Além disso, identificou-se que os beneficiários possuíam diversas identidades falsas, a fim de obterem mais de um benefício fraudulento”, acrescentou a instituição.

Os materiais apreendidos serão analisados e poderão auxiliar na identificação de outros envolvidos no esquema. Até o momento, a PF não divulgou informações sobre prisões relacionadas à operação.