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Vagão para mulheres no metrô de Salvador será mantido após Agosto Lilás

Camila Batista afirma que medida busca ampliar segurança e combater violência

Por: Domynique Fonseca

05/08/202614:00

O vagão destinado às mulheres no metrô de Salvador, lançado pelo Governo da Bahia como parte das ações do Agosto Lilás, não será uma iniciativa temporária. A informação foi confirmada pela secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Camila Batista, durante participação no programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem.

Foto Vagão para mulheres no metrô de Salvador será mantido após Agosto Lilás
Foto: Portal Esfera

Segundo a secretária, a ação foi pensada para funcionar nos horários de maior circulação de passageiros, das 6h às 9h e das 17h às 20h, períodos em que aumentam os registros de situações de importunação e insegurança no transporte público. Camila destacou que a proposta é uma política permanente, apesar de ter sido apresentada durante o mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

“Eu quero deixar isso claro porque as mídias sociais têm passado muita informação que só vai ser no mês de agosto. Nosso trabalho é da permanência do vagão”, afirmou a secretária.

Para ela, a medida também representa um investimento em mobilidade urbana segura, especialmente diante da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá a Bahia como uma das sedes.

“Para a gente é fundamental ter uma mobilidade urbana que garanta a segurança e a vida das mulheres. Esse já é um legado que a gente deixa”, disse.

Além do vagão exclusivo, Camila citou outras ações previstas pelo estado, como a criação de salas de acolhimento para mulheres vítimas de violência, capacitação de profissionais da segurança pública e a ampliação de políticas voltadas à prevenção.

“Não adianta a gente ter só políticas de enfrentamento. A gente precisa trabalhar na parte educacional. Educação transforma a sociedade”, declarou.

A secretária afirmou que o combate à violência contra a mulher depende de mudanças culturais e da participação de diferentes setores da sociedade. Segundo ela, iniciativas como o vagão para mulheres fazem parte de uma estratégia mais ampla para garantir proteção e ampliar o acesso das vítimas à rede de atendimento.