Universidades baianas são obrigadas a informar verificação racial no Prouni
Recomendação prevê análise de autodeclarações com base no fenótipo
Por: Redação
30/04/2026 • 20:00
O Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu prazo de dez dias para que cerca de 24 instituições de ensino superior de Salvador e do interior da Bahia informem se pretendem adotar mecanismos de heteroidentificação no Programa Universidade para Todos (Prouni). A contagem começou na quarta-feira (29).
A recomendação orienta a criação de bancas encarregadas de validar as autodeclarações raciais dos candidatos com base no fenótipo. O documento é assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto na Bahia, Ramiro Rockenbach.
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No texto, o procurador ressalta que a medida está amparada por decisões do Supremo Tribunal Federal, que reconhecem a legalidade das cotas raciais e de instrumentos complementares de verificação.
Garantia de vagas
Segundo o MPF, a intenção é garantir que as vagas reservadas a pessoas negras, pardas, indígenas e com deficiência sejam ocupadas por estudantes que realmente se enquadrem nos critérios das políticas afirmativas. O órgão sustenta que a autodeclaração, sozinha, não é suficiente para impedir irregularidades.
Além de confirmar se vão implementar as bancas, as instituições precisam detalhar também quais providências administrativas serão adotadas. O Ministério Público alertou que o não atendimento à recomendação pode levar à adoção de medidas judiciais.
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