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Sindicato da PRF sai em defesa de inspetora presa por injúria racial

Entidade afirma que agente foi vítima de agressões. Ela foi solta nesta segunda (6)

Por: Redação

06/10/202515:51Atualizado

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado da Bahia (SINPRF-BA) divulgou nesta segunda-feira (6) uma nota em defesa da inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Michele Alencar, presa em flagrante na manhã deste último domingo (5), após suspeita de praticar o crime de injúria racial contra um capitão da Polícia Militar (PM), durante um jogo de futebol infantil em uma escola particular no bairro Jardim Cruzeiro, em Feira de Santana.

Inspetora da PRF Suspeita De Injuria Racial
Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com o SINPRF-BA, Michele não “proferiu qualquer palavra ou atitude de cunho racista”. Pelo contrário, segundo o sindicato, a agente que teria sido agredida verbal e fisicamente pelo capitão da Polícia Militar, Leandro Muniz, contrariando a versão do capitão que afirma ter ouvido a mulher dizer a frase “isso é coisa de preto", após uma discussão entre os dois.

Ainda, na manhã desta segunda-feira (6), Michelle foi solta após uma audiência de custódia. O pedido foi feito pelo Ministério Público, que solicitou o relaxamento do flagrante e a liberdade provisória da inspetora. 


Confira a nota do SINPRF-BA:

“O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado da Bahia (SINPRF-BA) vem a público manifestar-se sobre a ocorrência registrada nesta data em Feira de Santana, envolvendo uma policial rodoviária federal acusada de suposto crime de racismo.

Desde o primeiro momento, o SINPRF-BA está acompanhando de forma próxima e responsável toda a situação, prestando amparo jurídico e institucional à servidora e assegurando que todos os procedimentos sejam conduzidos com respeito aos princípios constitucionais da presunção de inocência, do devido processo legal e da ampla defesa.

É importante esclarecer que, segundo as informações disponíveis e os elementos já colhidos, a policial rodoviária federal jamais proferiu qualquer palavra ou atitude de cunho racista. Ao contrário, ela e seus familiares foram vítimas de agressões físicas e verbais, fato devidamente comprovado por exame de corpo de delito e amplamente registrado em vídeos que circulam nas redes sociais.

Chama atenção que a versão apresentada pelo policial militar, suposto ofendido, é corroborada justamente por pessoas que participaram das agressões contra a servidora e sua família, o que reforça a necessidade de apuração criteriosa, imparcial e isenta dos fatos.”