Prefeitura ignora recomendação do MP e mantém show de Natanzinho
Cachê do artista deve chegar a R$ 800 mil
Por: Redação
04/05/2026 • 13:34 • Atualizado
A contratação do cantor Natanzinho Lima por R$ 800 mil para a tradicional vaquejada de Formosa do Rio Preto entrou no radar do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e abriu uma nova frente de debate sobre o uso de recursos públicos em eventos. O órgão recomendou a suspensão imediata do contrato após identificar que o valor estaria acima dos parâmetros considerados razoáveis.
Segundo o MP, o cachê supera em cerca de 28% o limite estabelecido em nota técnica conjunta com o Tribunal de Contas do Estado da Bahia e o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.
Diante da repercussão, a Prefeitura de Formosa do Rio Preto se posicionou e afirmou que segue critérios técnicos nas contratações. Em nota, a gestão garantiu que já encaminhou os esclarecimentos solicitados pelos órgãos de controle.
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“A gestão municipal reitera que todos os processos de contratação artística seguem rigorosamente os parâmetros estabelecidos”, informou a prefeitura.
Outras atrações
Além de Natanzinho, a programação da 40ª Vaquejada também inclui a dupla Maiara e Maraísa, contratada por R$ 784 mil, o que amplia o debate sobre o custo total do evento.
Agora, o caso deve passar por análise mais detalhada para verificar a legalidade da contratação e a compatibilidade dos valores com o mercado, em meio à pressão por mais transparência nos gastos públicos.
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