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Prefeitos baianos defendem controle de gastos com cachês nas festas juninas

Cerca de seis estados defendem critérios para contratação de atrações

Por: Redação

31/01/202610:50Atualizado

Uma reunião realizada nesta sexta-feira (30), pela União dos Municípios da Bahia (UPB), visou estabelecer critérios justos para a remuneração dos artistas, com o objetivo de preservar o erário e não comprometer os recursos que podem ser investidos em saúde, educação e serviços essenciais. Nos últimos anos, muitos artistas e bandas receberam grandes cachês e chegaram a ser alvo de investigações. 

Durante as conversas, a promotora do Ministério Público, Rita Tourinho, destacou as suas orientações aos municípios tendo como objetivo o excesso na variação do cachê das bandas de um ano para o outro. 

Reunião sobre SJ
Foto: Divulgação

“O São João é uma festa democrática, aquece a economia dos municípios e nós queremos fazer uma grande festa, mas pagando um preço justo sem comprometer as finanças dos municípios”, afirmou o presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso. “Esse movimento já se tornou do Nordeste. 

De acordo com os Presidentes de associações estaduais confirmaram que os nove estados estão neste processo. A ideia é evitar que saia daqui e vá inflacionar Pernambuco, Alagoas ou outros estados. É uma ação integrada do Nordeste”, acrescentou Cardoso.

A promotora Rita Tourinho destacou que o Painel dos Festejos Juninos do Ministério Público já vem apontando uma majoração exacerbada dos cachês das bandas, ano após ano.

“O que está se buscando é critérios para limitar esses aumentos. Não significa o controle do mercado privado. A questão é: qual o limite de pagamento por parte da administração pública. Tenho certeza que essa é uma pauta justa, simpática à população, porque a população quer sim festejos, mas quer que, além disso, suas necessidades básicas sejam atendidas”, destacou.