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Polícia investiga venda ilegal de vagas para emissão da nova identidade

Esquema cobrava até R$ 100 por agendamento gratuito da Carteira Nacional

Por: Redação

19/12/202513:59Atualizado

A investigação da Polícia Civil da Bahia (PC-BA) que identificou um esquema de venda ilegal de agendamentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo RG foi deflagrada nesta sexta-feira (19). Segundo as apurações, servidores públicos e intermediários cobravam valores entre R$ 10 e R$ 100 para facilitar atendimentos que deveriam ser gratuitos.

Foto Polícia investiga venda ilegal de vagas para emissão da nova identidade
Foto: Ilustrativa/Márcio Leandro/Detran-RJ

Vagas disponibilizadas no sistema oficial de agendamento do Governo do Estado estariam sendo comercializadas de forma irregular. Em parte dos casos, o atendimento ocorria fora da ordem correta mediante pagamento indevidoem outros, terceiros se apropriavam previamente das vagas no sistema eletrônico para revendê-las à população.

A apuração resultou na deflagração da Operação Vaga Vip. A ação teve início após uma denúncia feita pela própria coordenação da rede de atendimento, que colaborou diretamente com a investigação ao fornecer dados, informações e suporte técnico.

Mandados e afastamento de servidores públicos

Por determinação judicial, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e aplicadas 11 medidas cautelares. Dentre elas, nove servidores públicos foram afastados das funções, como forma de garantir o andamento das investigações e evitar interferências no serviço.

As diligências ocorreram simultaneamente em Salvador, Candeias, Camaçari, Feira de Santana e Remanso, municípios onde haveria atuação dos investigados ou indícios de prática do esquema.

Investigação permanece 

A condução do caso está sob responsabilidade do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), por meio da Delegacia dos Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap).

Segundo a PC-BA, oitivas, novas diligências e ações de inteligência continuam em andamento. O objetivo é identificar todos os envolvidos, individualizar responsabilidades e apurar possíveis prejuízos causados ao serviço público e à população que depende da emissão da nova carteira de identidade.