PGE-BA nega envolvimento de procurador em processo de desestatização da Ebal
Informação veiculada na imprensa foi categorizada como "inverídica" por órgão
Por: Redação
12/11/2025 • 20:02 • Atualizado
A Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) divulgou nota nesta terça-feira (12) onde nega informações publicadas na imprensa de que o procurador do Estado Eugênio Kruschewsky teria atuado no processo de desestatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal).
No comunicado, o órgão atesta que a nota foi divulgada “a fim de resguardar a veracidade dos fatos e a imagem institucional da Procuradoria e de seus membros” e que Eugênio Kruschewsky ingressou na carreira por concurso público em abril de 2000 e nunca exerceu o cargo sob regime de dedicação exclusiva. Por isso, o procurador pode atuar na advocacia privada, desde que não atue contra a Administração Pública Estadual.
Criada em 1975 pelo governo estadual e conhecida pela rede de supermercados Cesta do Povo, a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) passou por processo de desestatização, iniciado em 2016 e concluído em 2018. A medida resultou na venda da empresa ao grupo paulista Cesta do Povo Comercial de Alimentos Ltda., e marcou o encerramento da atuação direta do Estado no setor de varejo alimentar.
O órgão ressaltou ainda que o processo de desestatização da Ebal foi acompanhado por procuradores vinculados à Procuradoria Administrativa, setor responsável por temas de natureza consultiva. Kruschewsky, no entanto, está lotado desde 2011 na Procuradoria Judicial — unidade responsável por matérias de contencioso — e, portanto, não teve qualquer participação no processo de desestatização.
