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Operação Terra Justa: MP-BA cumpre nova prisão contra líder de milícia no oeste baiano

Investigado teria movimentado mais de R$ 29 milhões e atuado em conflitos agrários na região de Correntina

Por: Redação

23/12/202513:30Atualizado

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) cumpriu, na manhã desta terça-feira (23), uma nova ordem de prisão preventiva contra Carlos Erlani Gonçalves dos Santos. A medida foi determinada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que acatou recurso do MP-BA e suspendeu a liberdade provisória concedida anteriormente ao investigado.

Investigado teria movimentado mais de R$ 29 milhões e atuado em conflitos agrários na região de Correntina
Foto: Divulgação/MPRN

A prisão aconteceu por parte do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), com apoio da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.

A ação integra a Operação Terra Justa, que apura a atuação de uma milícia armada no oeste do estado, especialmente no município de Correntina. Segundo as investigações, o grupo atua há mais de dez anos em conflitos agrários, promovendo ameaças, agressões, destruição de propriedades e expulsão de comunidades tradicionais, utilizando empresas de segurança privada como fachada.

Carlos Erlani foi denunciado na primeira fase da operação pelo crime de milícia armada. Na segunda etapa, passou a responder também por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O MP-BA aponta que ele liderava um esquema para ocultar recursos obtidos com a atividade criminosa, com movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, que ultrapassam R$ 29 milhões entre 2021 e 2024. Há ainda indícios de negociação de armamento pesado e práticas de “pistolagem”.

Antes da concessão da liberdade provisória, o acusado estava preso preventivamente em dois processos ligados à Operação Terra Justa. No recurso acolhido pelo TJ-BA, o Ministério Público sustentou que a soltura desconsiderou a gravidade dos crimes e a periculosidade do investigado, além do risco à ordem pública, à instrução criminal e à segurança de vítimas e testemunhas.