Operação da PF bloqueia R$ 10 milhões de grupo do cigarro ilegal
Três suspeitos foram presos durante ação da PF em quatro estados
Por: Redação
28/05/2026 • 10:46
Uma organização investigada por fabricar e distribuir cigarros clandestinos na Bahia virou alvo de uma grande operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (28). A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões ligados ao grupo, além do cumprimento de mandados de prisão e busca em diferentes estados do país.
Batizada de Operação Nébula, a ação resultou, até o momento, na prisão de três suspeitos envolvidos no esquema criminoso. As investigações apontam que a organização também atuava em práticas de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros obtidos com as atividades ilegais.
As apurações começaram após operações realizadas em novembro de 2024, quando agentes encontraram cigarros clandestinos, insumos e maquinário industrial em galpões nas cidades de Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas.
Segundo a PF, o grupo mantinha uma estrutura organizada voltada para a fabricação, armazenamento e distribuição interestadual dos produtos ilegais.
Empresas de fachada e dinheiro em espécie
As investigações revelaram ainda que os suspeitos utilizavam empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações em dinheiro vivo para esconder a origem dos recursos.
De acordo com a Polícia Federal, parte do dinheiro obtido com o comércio clandestino era inserida no mercado formal numa tentativa de dificultar o rastreamento financeiro.
A operação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Veículos e outros materiais ligados aos investigados também foram apreendidos durante a ação.
Grupo pode responder por contrabando e lavagem de dinheiro
Conforme informou a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando e lavagem de dinheiro.
A corporação informou que as investigações seguem em andamento e novas diligências ainda podem ser realizadas para localizar outros integrantes do esquema.
Até o momento, os nomes dos presos não foram divulgados oficialmente.
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