Operação contra peculato no DPT termina com suspeito morto em Salvador
Ação da Polícia Civil prendeu quatro pessoas e revelou esquema de venda ilegal
Por: Redação
19/01/2026 • 12:25
Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta segunda-feira (19), em Salvador, resultou na morte de um suspeito e na prisão de outras quatro pessoas investigadas por envolvimento em um esquema de peculato no pátio do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa.
O suspeito que morreu durante o confronto foi identificado como Tássio Diorgens dos Santos. Segundo a polícia, houve troca de tiros durante a abordagem. A função exercida por ele dentro do grupo criminoso não foi detalhada pelas autoridades.
Divulgação/ Polícia Civil
De acordo com o diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), delegado Thomas Galdino, entre os presos está um servidor do DPT, que foi imediatamente exonerado do cargo. O investigado foi identificado como Leandro Lopes Santos. Conforme as apurações, ele se valia do acesso a guias periciais e chaves de veículos apreendidos para viabilizar a retirada e a posterior venda irregular dos automóveis.
Segundo o delegado, os demais integrantes da quadrilha eram responsáveis pela comercialização dos veículos. As investigações apontam que o esquema atuava de forma estruturada e recorrente, utilizando o patrimônio público para fins ilícitos.
As apurações também revelaram que o grupo não se limitava à venda ilegal de veículos. Ainda conforme a Polícia Civil, os investigados promoviam a adulteração de sinais identificadores automotivos e atuavam no comércio clandestino de armas de fogo.
O avanço da investigação foi possível após a primeira fase da operação, quando os policiais apreenderam grande volume de provas, permitindo a solicitação das prisões temporárias cumpridas nesta segunda-feira.
Os suspeitos responderão pelos crimes de peculato, roubo de veículos, adulteração de sinais identificadores e comércio ilegal de armas de fogo.
Em nota, o Departamento de Polícia Técnica informou que colaborou com a operação, reafirmou que não compactua com práticas ilícitas e destacou que adotou todas as medidas administrativas cabíveis em relação ao servidor envolvido.
Reprodução/ Redes sociais
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