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Nivaldo Millet destaca trajetória no movimento estudantil e atuação pela juventude

Coordenador do COJUVE falou sobre educação, periferia e políticas públicas

Por: Domynique Fonseca

10/08/202612:52Atualizado

Nivaldo Millet (@nivaldomillet), coordenador-geral de Políticas de Juventude (COJUVE) do Governo da Bahia, foi o entrevistado desta segunda-feira (10) do programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem. Durante a conversa, ele relembrou a trajetória iniciada no movimento estudantil e destacou a importância das políticas públicas voltadas aos jovens.

Foto  Nivaldo Millet destaca trajetória no movimento estudantil e atuação pela juventude
Foto: Portal Esfera

Morador do bairro do Uruguai, em Salvador, Millet contou que começou a se organizar ainda na escola, em busca de melhorias na educação. Aos 14 anos, passou a trabalhar e precisou deixar o Colégio da Polícia Militar (CPM) para estudar em uma unidade com carga horária reduzida. “Eu comecei me organizando ali, depois me candidatei a presidente do Grêmio Estudantil da minha escola”, relatou. Posteriormente, atuou em entidades estudantis e participou da mobilização que levou à ocupação de 18 escolas em Salvador, em 2017.

A experiência no movimento estudantil, segundo ele, influenciou a decisão de trabalhar na formulação de políticas públicas para a juventude. “O movimento social, o movimento estudantil foi fundamental para me manter perto da escola, para não deixar eu sucumbir, para eu não evadir”, afirmou. Millet também ressaltou que busca tornar o debate sobre políticas públicas mais acessível aos jovens. “Essa política não é partidária. É uma política pública constituída pela gestão para impulsionar a vida da gente e fortalecer a nossa presença nesse mundo”, disse.

Ao falar sobre a própria trajetória, o coordenador destacou as dificuldades enfrentadas pela família e as limitações que percebia para projetar o futuro. “Eu queria minimamente poder viver uma vida diferente do que viveu minha mãe e de quem veio antes dela”, afirmou. Para ele, ocupar um espaço na gestão pública também representa uma mudança em relação às perspectivas que tinha na juventude.

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“Quando eu queria ser CLT, eu entendia que não tinha outra alternativa na minha vida. O meu sonho tinha um limite, eu só podia sonhar até ali”, declarou. Hoje, Millet afirma enxergar novas possibilidades para jovens de regiões periféricas e defende que as políticas públicas contribuam para ampliar essas perspectivas.