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“Não é um problema das mulheres, é um problema da sociedade”, diz Camila Batista

Secretária reforçou que combate à violência exige participação coletiva

Por: Domynique Fonseca

05/08/202612:50Atualizado

A secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Camila Batista (@camilabatista2026) destacou a importância do debate sobre a violência contra a mulher durante entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem, na 97,5 FM, nesta quarta-feira (5). Ao comentar sobre o Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência de gênero, a gestora afirmou que o enfrentamento ao problema deve envolver toda a sociedade.

Foto “Não é um problema das mulheres, é um problema da sociedade”, diz Camila Batista
Foto: Portal Esfera

“Violência contra as mulheres não é um problema nosso, não é um problema das mulheres, é um problema social que envolve toda a sociedade nesse processo”, afirmou Camila. Segundo ela, apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, ainda há desafios para garantir uma cultura baseada no respeito e na igualdade.

Durante o bate-papo, a secretária também ressaltou que a violência acontece de diferentes formas e nem sempre deixa marcas físicas.

“A Lei Maria da Penha traz outros tipos de violência, inclusive a violência psicológica, que é chamada de mão invisível, aquela que você não sente a dor física, mas a dor psicológica se arrasta para o resto da vida”, explicou.

Camila citou ainda a violência vicária, quando o agressor utiliza filhos ou pessoas próximas para atingir emocionalmente a mulher.

“Ele não atinge diretamente a ex-companheira. Ele comete uma violência contra os filhos para que ela se sinta culpabilizada pelo resto da vida”, disse, ao destacar casos recentes que evidenciam esse tipo de agressão.

A secretária defendeu o papel da imprensa na conscientização sobre o tema e afirmou que a informação é uma ferramenta de proteção.

“A mídia tem chegado na casa das mulheres e tem dialogado, tem levado a Lei Maria da Penha e explicado que a violência contra as mulheres não é só o fato de agredir fisicamente”, completou.