MP pede manutenção da prisão de Deolane em investigação ligada ao PCC
Promotoria aponta influenciadora como integrante do núcleo financeiro do esquema
Por: Redação
21/08/2026 • 20:00
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu nesta quinta-feira (20) a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ainda existem motivos para manter as prisões, principalmente para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
Conforme a denúncia, a organização seria dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. O primeiro teria entre os integrantes Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. Deolane é apontada pela Promotoria como a “principal integrante do núcleo financeiro”, com atuação na ocultação e dissimulação de recursos por meio de contas bancárias ligadas a ela e a empresas.
O MP também cita a existência de dois denunciados que permanecem foragidos como justificativa para a manutenção das prisões. A investigação aponta ainda movimentações de grandes quantias e a utilização de empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar a origem dos recursos. As acusações, contudo, ainda serão analisadas pela Justiça.
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Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou por unanimidade um habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane. A relatora, desembargadora Renata Cantello, entendeu que não foram demonstradas ilegalidades na prisão preventiva. A defesa da influenciadora poderá apresentar novos argumentos durante o andamento do processo.
