Inflação dispara na RMS e pesa no bolso com gasolina e comida
IPCA da região atinge 1,47% em março, maior do país, puxado por combustíveis e alimentos
Por: Redação
10/04/2026 • 13:42 • Atualizado
O custo de vida voltou a pressionar o orçamento na Bahia. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram que a inflação em Salvador e Região Metropolitana chegou a 1,47% em março, o maior índice entre todas as capitais do país.
Na comparação com fevereiro, quando a alta foi de 0,40%, o avanço mais que triplicou. O resultado também ficou acima da média nacional, de 0,88%, e representa o nível mais elevado para o mês em quatro anos.
A disparada foi puxada principalmente pelos preços dos combustíveis e dos alimentos, dois itens que impactam diretamente o dia a dia da população. O grupo de transportes registrou alta de 4,79%, com destaque para a gasolina, que subiu 17,37%, o maior aumento em três décadas.
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Além disso, o peso da alimentação dentro de casa também pressionou o índice. Produtos básicos tiveram aumentos expressivos, como a batata-inglesa, que disparou 55,15%, e o tomate, com alta de 49,25%. Ao todo, sete dos dez itens que mais subiram pertencem ao grupo de alimentos.
Alta ainda maior
Mesmo com a pressão generalizada, alguns setores ajudaram a conter uma alta ainda maior. Houve queda nos preços de vestuário e habitação, com recuo influenciado por itens como tênis, bermudas e energia elétrica.
No acumulado do ano, o cenário segue em alerta. A inflação na RMS já soma 2,39% no primeiro trimestre de 2026, também a maior do país no período, superando o índice nacional.
O comportamento dos preços reforça um movimento claro: despesas essenciais, como combustível e alimentação, continuam sendo os principais vilões do orçamento das famílias, reduzindo o poder de compra e exigindo mais planejamento financeiro no dia a dia.
