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Fiasco do Kiss & Fly pode decretar demissão de CEO da Vinci Airports Brazil

Júlio Ribas é criticado internamente por má condução na implantação do projeto

Por: Redação

26/05/202610:55Atualizado

A má condução na implantação do sistema Kiss & Fly, que prevê a cobrança para utilização do meio-fio no Aeroporto de Salvador, deixou o CEO da Vinci Airports Brazil, Júlio Ribas, sob pressão.

Foto Fiasco do Kiss & Fly pode decretar demissão de CEO da Vinci Airports Brazil
Foto: Divulgação

Segundo nota da coluna O Carrasco, do jornal A TARDE, a concessionária francesa, que administra o terminal aeroviário da capital baiana, teria perdido a paciência com a inabilidade do executivo em conter o avanço da insatisfação geral com o projeto ao não construir bases de diálogo com o poder público e a população.

A polêmica envolvendo as cobranças nas áreas de embarque e desembarque do aeroporto ganhou força nas últimas semanas e provocou desgaste não apenas junto à sociedade civil, mas também entre integrantes da classe política. Nos bastidores, já circulam informações de que a permanência de Ribas no comando da operação brasileira da Vinci Airports passou a ser questionada internamente.

Segundo informações, a cúpula da multinacional francesa avalia mudanças no alto escalão da empresa após considerar desastrosa a condução da crise envolvendo o Kiss & Fly. A principal crítica seria a incapacidade do executivo de criar relações institucionais em Salvador, deixando a concessionária isolada diante da pressão exercida pelo Legislativo Municipal e por setores organizados da sociedade.

A tensão aumentou após declarações públicas de Júlio Ribas sobre o tema. Na semana passada, o CEO classificou como “oportunista” um projeto de lei apresentado pelo presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), que busca impedir a cobrança do sistema no aeroporto da capital baiana. A fala repercutiu negativamente nos bastidores políticos e ampliou o desgaste da relação entre a concessionária e representantes do poder público local.

Ainda segundo a publicação de O Carrasco, interlocutores da Vinci Airports entendem que a empresa pode até manter o modelo de cobrança, mas consideram inevitável uma mudança na condução política e institucional do caso. A avaliação interna é de que faltou habilidade para construir pontes e minimizar os impactos da medida junto à opinião pública.