Empresário é indiciado por lesão corporal e violência doméstica na Bahia
Inquérito contra Lucas Queiroz Abud foi enviado para o Ministério Público da Bahia
Por: Redação
05/01/2026 • 15:34
A Polícia Civil da Bahia concluiu, no último dia 16 de dezembro, o inquérito que apurava denúncias de agressão envolvendo o empresário Lucas Queiroz Abud. Ao final da investigação, ele foi formalmente indiciado pelo crime de lesão corporal, em procedimento conduzido pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas, em Salvador.
A apuração foi instaurada após relatos feitos por Fabiana Gordilho, ex-companheira do empresário. Durante o andamento do inquérito, Lucas Abud chegou a ser convocado em duas ocasiões para prestar esclarecimentos, mas não compareceu à unidade policial.
O indiciamento foi formalizado de maneira conjunta pelas cinco delegadas responsáveis pela Deam, decisão que, segundo integrantes da corporação, teve como objetivo reforçar institucionalmente a atuação da Polícia Civil no enfrentamento à violência contra a mulher e a robustez das conclusões alcançadas no caso.
Por se tratar de investigação relacionada à violência doméstica, o conteúdo do inquérito permanece sob sigilo. No entanto, fontes ligadas ao caso informaram que os investigadores identificaram indícios consistentes de autoria e materialidade, sustentados por um conjunto diverso de provas reunidas ao longo da apuração.
Entre os elementos considerados estão o relato da vítima, testemunhos colhidos durante o procedimento, laudos periciais, registros médicos, prontuários de atendimento em unidades de saúde, além de fotografias e documentos que indicariam lesões. Também foram analisadas declarações de pessoas que teriam tido contato com a vítima após os episódios investigados.
De acordo com a Polícia Civil, os fatos apurados se enquadram no contexto de violência doméstica e familiar, conforme previsto na Lei Maria da Penha, e apontam para a ocorrência de agressões físicas durante o relacionamento. Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia, que deverá avaliar o material e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
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