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Desaparecimento de comerciante em Periperi tem desfecho após três meses

Ex-companheiro e primo dele são indiciados por morte e ocultação de cadáver de Fabiana Correia Cardoso

Por: Redação

22/12/202522:00

O desaparecimento da comerciante Fabiana Correia Cardoso teve um desfecho após cerca de três meses em que a mulher havia sumido. O ex-companheiro e sócio da dona de um mercadinho em Periperi é apontado pela Polícia Civil como um dos autores do crime, que, segundo a investigação, terminou em feminicídio e ocultação de cadáver.

Foto Desaparecimento de comerciante em Periperi tem desfecho após três meses
Foto: Ilustrativa/Divulgação/PC-BA

A conclusão consta no inquérito policial conduzido pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), ligada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O trabalho investigativo confirmou que Fabiana, de 43 anos, foi morta em setembro deste ano e que o crime ocorreu dentro do próprio estabelecimento comercial, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Além do ex-companheiro, outro homem, primo dele, também foi indiciado. Ambos tiveram prisões temporárias decretadas e, posteriormente, convertidas em preventivas por decisão judicial. Os dois permanecem custodiados e à disposição da Justiça, enquanto o caso segue para apreciação do Tribunal do Júri.

Investigação

 

As apurações começaram após familiares registrarem o desaparecimento, considerado atípico pela falta de contato de Fabiana com pessoas próximas. Segundo a polícia, mesmo sem testemunhas diretas ou localização do corpo, foi possível reconstruir a dinâmica do crime a partir de contradições nos depoimentos, diligências de campo e provas periciais.

Ainda conforme o inquérito, a mulher foi agredida, esganada e golpeada no pescoço antes de ser assassinada no dia 11 de setembro, no fim da tarde, após uma discussão no mercadinho. Em seguida, o corpo teria sido mantido em um freezer e, dias depois, transportado para outro imóvel, onde houve tentativa de destruição dos restos mortais.

A perícia identificou vestígios de sangue e material genético da vítima em facas e no equipamento utilizado para ocultar o cadáver, o que, segundo os investigadores, comprova a materialidade do crime mesmo sem a localização dos restos mortais.

O caso foi encaminhado ao Judiciário, que deverá decidir sobre o julgamento dos acusados pelo Tribunal do Júri.