Dentista suspeito de chefiar esquema de canetas emagrecedora é solto em Salvador
Investigação aponta importação irregular e venda de canetas emagrecedoras ilegais
Por: Redação
14/03/2026 • 11:54 • Atualizado
Apontado pela Polícia Civil como chefe de uma rede clandestina de comercialização de canetas emagrecedoras, o dentista Gustavo Garrido Gesteira foi posto em liberdade nesta sexta-feira (13) após passar por audiência de custódia. Ele havia sido detido na quarta-feira (11) durante a Operação Peptídeos, deflagrada em um apartamento de luxo na Ladeira da Barra, em Salvador.
De acordo com a Policia, para aguardar o andamento do processo em liberdade, o suspeito deverá cumprir medidas cautelares, como manter contatos atualizados, comparecer aos atos processuais e suspender o funcionamento de sua farmácia, a Drogaria Ondina. A esposa dele, uma médica detida na mesma ocasião, prestou depoimento e foi liberada.
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As investigações revelaram que o esquema operava por meio da importação irregular de medicamentos dos Estados Unidos e da Itália, além da aquisição de insumos em clínicas de manipulação em São Paulo utilizando receitas emitidas pela esposa do dentista.
O delegado Thiago Costa, da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), detalhou que o grupo usava as redes sociais para vender, sem prescrição médica ou qualquer controle sanitário, substâncias originalmente indicadas para diabetes tipo 2 e obesidade, focando no público que buscava o emagrecimento estético. Durante as buscas, as autoridades apreenderam diversos materiais, incluindo a "Retatrutide", uma substância de uso proibido no Brasil.
A megaoperação mobilizou mais de 200 agentes de diversas forças de segurança e órgãos de fiscalização, resultando na prisão de 13 pessoas, sendo três em flagrante e dez por mandados temporários. Além do casal, as prisões e apreensões ocorreram em bairros de Salvador e nas cidades de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana.
Ao todo, foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão que tiveram como alvos residências, duas unidades hospitalares, sete clínicas de estética, farmácias e lojas de cosméticos, com desdobramentos também na capital paulista, onde uma clínica de manipulação já investigada pela Polícia Federal foi novamente alvo da ação.
