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“Bahia vai precisar de 574 mil trabalhadores até 2027”, diz SENAI

Formação prática e parcerias com a indústria aceleram qualificação no estado

Por: Marcos Flávio Nascimento

30/03/202615:20Atualizado

A Bahia vive uma corrida silenciosa por qualificação profissional. Segundo dados apresentados pelo SENAI, o estado deve precisar formar 574.284 trabalhadores até 2027, puxado principalmente pelas demandas da indústria. Durante entrevista a Luis Ganem no Portal Esfera no Rádio, Sérgio Martins detalhou que o cenário vai muito além da formação inicial:

Foto “Bahia vai precisar de 574 mil trabalhadores até 2027”, diz SENAI
Foto: Lorena Bomfim / Portal Esfera

A Bahia é o estado com maior demanda de formação do país." 

Desse total, cerca de 97 mil vagas são para qualificação básica, enquanto aproximadamente 477 mil trabalhadores precisarão de requalificação profissional.

Esse movimento reflete uma mudança no perfil do mercado. Em vez de apenas formar novos profissionais, o foco também está em atualizar quem já está empregado.

Essas pessoas já estão no mercado e precisam passar por um processo de aperfeiçoamento”, explicou.

Indústria define o que será ensinado

Ao lado de Nathalia Barbosa e Renan Clemonini, o representante do SENAI reforçou que a formação oferecida hoje é construída diretamente com base nas necessidades reais das empresas: A gente constrói os cursos ouvindo a indústria."

Segundo ele, comitês técnicos são responsáveis por alinhar conteúdos, garantindo que os alunos saiam prontos para o mercado.

Entre os setores com maior demanda estão logística e transporte, construção civil, infraestrutura e operação industrial. Além disso, áreas ligadas à economia verde e energias renováveis ganham cada vez mais espaço, especialmente na região de Polo Industrial de Camaçari.

Parcerias impulsionam formação prática

A estratégia passa também por alianças internacionais e com grandes empresas. Um dos exemplos citados foi a parceria com a instituição alemã GIZ, voltada para a criação de cursos ligados à energia limpa.

Outro destaque é a atuação junto a empresas que estão se instalando no estado, como a BYD. Nesse caso, o modelo é direto: os cursos são desenhados a partir das funções que serão exigidas dentro das próprias fábricas.

A gente constrói os programas educacionais baseados nas ocupações que a empresa vai precisar”, explicou.

Com revisão constante dos cursos e foco na prática, o SENAI aposta em um modelo ágil para acompanhar a velocidade do mercado. A tendência é clara: quem não se atualizar, pode ficar para trás em um cenário cada vez mais competitivo.