Bahia registra seis cidades em epidemia de dengue
Especialistas alertam para risco de avanço da doença e reforçam importância da prevenção
Por: Redação
11/05/2026 • 08:49 • Atualizado
Seis municípios baianos estão em situação de epidemia de dengue, segundo dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), obtidos pelo Conselho Estadual de Saúde (CES). As cidades são Araci, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Uauá e Alagoinhas. Outras 43 cidades seguem em alerta.
Em Alagoinhas, a prefeitura decretou situação de emergência após o aumento de casos de dengue, chikungunya e zika. O decreto permite ações emergenciais, como contratação de serviços, compra de insumos e reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti.
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O virologista Gúbio Soares explicou que a epidemia ocorre principalmente em locais onde parte da população ainda não teve contato com os vírus, o que facilita a disseminação das doenças. Ele também alertou para o risco de avanço para cidades vizinhas, especialmente em períodos de chuva.
Casos caem na Bahia, mas alerta continua
Apesar do cenário em algumas regiões, a Bahia registrou redução nos casos de dengue em comparação ao ano passado. Até 4 de maio, foram contabilizados cerca de 9,1 mil casos prováveis da doença, uma queda de 43,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O estado também confirmou 121 casos graves e duas mortes por dengue neste ano, registradas em Juazeiro e Jequié.
Segundo o presidente do CES, Marcos Sampaio, o cenário atual é menos preocupante do que o de 2025, mas exige manutenção das medidas preventivas. Ele reforçou que mais de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências.
Em fevereiro, a Sesab iniciou a distribuição da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, destinada a pessoas entre 15 e 59 anos.
Além da dengue, Alagoinhas lidera o índice de incidência de chikungunya no estado. A Bahia soma ainda 737 casos prováveis da doença e uma morte confirmada em Porto Seguro. Já os casos de zika chegaram a 66 neste ano, sem registro de óbitos.
A prefeitura de Alagoinhas informou que quase metade dos imóveis visitados por agentes de combate às endemias não pôde ser vistoriada por falta de autorização dos moradores. O município intensificou ações de fiscalização e solicitou reforço do fumacê nas áreas mais afetadas.
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