Atleta baiano destaca disciplina e cuidados para quem quer começar a correr
Bicampeão baiano, Júnior Cavalcante falou sobre performance, saúde e corrida de rua
Por: Domynique Fonseca
21/08/2026 • 13:02 • Atualizado
O atleta baiano de alta performance Júnior Cavalcante, bicampeão baiano de corrida, participou nesta sexta-feira (21) do programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM. Durante a entrevista, ele contou como começou no esporte após a pandemia e defendeu a corrida como uma ferramenta de transformação e qualidade de vida. “A corrida é um meio de transformação de vidas. Eu brinco que quem corre é mais feliz”, afirmou.
Júnior começou a correr depois que academias, campos de futebol e outros espaços esportivos foram fechados durante a pandemia. Inspirado por uma conhecida que havia completado uma meia maratona, decidiu aceitar o desafio e, em 2020, completou os 21 quilômetros em 1h30, após pouco mais de dois meses de preparação. Para ele, a busca por desempenho precisa respeitar os limites de cada corredor. “Respeitar o processo é muito importante. Se você faz um planejamento correto, vai chegar à maratona, mas espere o momento”, destacou.
O atleta também chamou atenção para a necessidade de avaliação médica antes do início de atividades de alta intensidade. Segundo Júnior, o acompanhamento é fundamental para reduzir riscos e permitir uma evolução segura. “Eu mesmo, todo ano, faço meu check-up para poder correr com segurança e ter a certeza de que posso me soltar um pouco a mais do que o normal”, explicou. Ele ainda falou sobre a escolha de tênis e alertou que modelos com placa de carbono devem ser introduzidos de acordo com o nível e a experiência do corredor.
Leia também:
Anvisa aprova primeira caneta genérica de semaglutida no Brasil
Estudo revela relação entre emagrecimento e contratação de mulheres
Ao relembrar a participação em uma maratona em Florianópolis, Júnior contou que enfrentou um momento de forte desgaste psicológico a partir do quilômetro 30, quando precisou correr contra o vento e ainda encarar uma subida. “Eu falei: você está treinado, você treinou para isso e é mais forte do que isso aí”, relatou. A experiência, segundo ele, reforçou uma das principais lições da modalidade: a maior disputa não é contra os outros competidores, mas contra os próprios limites.
Relacionadas
