Anvisa suspende venda de medicamento para hipertensão e produtos manipulados
Decisão envolve cinco lotes da Furosemida injetável da Hypofarma e proíbe divulgação de fórmulas da Exata Comercial
Por: Redação
11/11/2025 • 10:32
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão da venda de cinco lotes do medicamento Furosemida, solução injetável de 10 mg/ml, fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. A medida foi publicada após a própria empresa identificar fragilidade no vidro das ampolas e comunicar o recolhimento voluntário dos lotes.
A Furosemida é utilizada para tratar edemas causados por doenças cardíacas e renais, além de edema pulmonar, cerebral e situações decorrentes de queimaduras. Também é prescrita em conjunto com outros medicamentos para o controle da hipertensão arterial e, em alguns casos, para induzir a urina em situações de intoxicação.
Além da medida contra a Hypofarma, a Anvisa também proibiu a divulgação e comercialização de preparações magistrais (manipuladas) pela empresa Exata Comercial Ltda. A decisão ocorreu porque a empresa estava anunciando seus produtos manipulados em um site de vendas on-line, prática vedada pela Resolução RDC 67/2007, que proíbe qualquer tipo de propaganda ou promoção desse tipo de medicamento.
De acordo com a Anvisa, cada medicamento manipulado é produzido de forma individualizada, com base em prescrição médica específica, para atender às necessidades de um paciente. Por isso, não pode ser divulgado ou vendido como produto de prateleira.
A agência também reforçou que duas substâncias TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina) estão entre as substâncias proibida sem produtos que dependem de luz ultravioleta (UV) ou LED para ativação. O TPO é classificado como tóxico para a reprodução, podendo afetar a fertilidade, enquanto oDMPT é considerado potencialmente cancerígeno em humanos.
